segunda-feira, agosto 18, 2008

Piaf - Um Hino ao Amor


Algumas músicas da cantora francesa Édith Piaf já me eram conhecidas, sem, contudo, que eu fosse capaz de associá-las a sua intérprete. O filme me veio reparar esta ignorância. Dona de uma vida intensa e recheada de fatos, no mínimo, inusitados, como acusação de assassinato e dependência de drogas, Édith Piaf passou de uma infância pobre (parte dela vivida em um bordel e em um circo) a um estrondoso sucesso como cantora, inclusive fora de seu país.

Como meu conhecimento sobre a cantora francesa resume-se a Wikipédia não vou me arriscar aqui a identificar falhas históricas nesta cinebiografia. Deixo este trabalho com pessoas infinitamente mais gabaritadas que eu. Mas de uma coisa posso reclamar; a estrutura cronológica adotada pelo diretor Olivier Dahan é um desastre. As idas e vindas na trajetória de Edith Piaf são muito confusas. Se isso já é um pecado em qualquer filme, em uma cinebiografia é uma heresia.

Por outro lado, pelo menos dois méritos este filme tem: um é o de conseguir passar para a pessoa que lhe assiste toda a intensidade da trágica vida dessa mulher; o outro é ter Marion Cotillard interpretando Piaf. A atriz, inclusive, levou o Oscar por este papel.




Diretor: Olivier Dahan. Com: Marion Cotillard, Emmanuelle Seigner, Gérard Depardieu, Sylvie Testud, Pascal Greggory

2 comentários:

Sérgio Rodrigo disse...

"As idas e vindas na trajetória de Edith Piaf são muito confusas. Se isso já é um pecado em qualquer filme, em uma cinebiografia é uma heresia."

Não concordo que indas e vindas sejam um pecado. Há filmes geniais nesse formato.

katilaine disse...

Assista a Piaf e você vai entender.